Cronicas e reflexões

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Publicado por Cronicas/poesias/reflexões em Sexta-feira, 1 de março de 2019

sábado, 2 de setembro de 2017

SETEMBRO

                                                                SETEMBRO

Bem vindo mes das flores,da alegria e das cores.

Setembro florido ( ipes,margaridas,jasmins e orquideas ) Setembro na minha adolescência tinha o Baile da Primavera Hoje acho que não existe mais. Tinha também a escolha da Miss Primavera.Hoje acho que não existe mais. Setembro da minha infância e juventude tinha tantas coisas que hoje não existem mais...Lembro das dálhias, nos jardins simples de casas humildes a caminho da escola. Ainda existem dalhias em Taquaritinga? Pode ser que existam,mas minha passagem pela cidade é sempre tão rápida que não presto atenção a elas. Setembro tinha quase uma semana inteira de feriado por conta da Pátria. ( 7 de Setembro ) Era uma semana salpicada de eventos muito esperados : desfiles,bandas,comemorações,discursos,bailes,fanfarras,festa da cerveja,baile de Debutantes...a semana ficava ainda melhor,porque estudantes obrigados a sair da cidade para estudar fora,retornavam nesse período e muitas namoradas saudosas aguardavam com o coração explodindo de saudade. Isso ainda existe ? Vou parar por aqui,porque ficar lembrando coisas boas e felizes do passado me deixam sorrindo sózinha feito boba em frente ao computador. Hoje pra mim,setembro é paz. É rotina de afazeres que se repetem em uma paz infinita,de quem aproveitou bem esse mes na mocidade, e hoje só quer lembrar (sem remorso e sem desgosto ) ciente de que a cidade mudou muito de lá pra cá,e que o setembro do meu tempo não existe mais ; com exceção das flores,que continuam existindo fora do tempo ( sempre sorrindo,florindo,perfumando e explodindo em cores ) Mas o setembro do meu passado já era. Virou memória,setembro que não volta mais. No entanto as flores permanecem em festa, sempre eternas no ciclo desse Mes Primaveril. Desabrocham placidamente, sem se importarem com o tempo e com sentimentos bregas da humanidade.

                                                                                        Maria da Penha Boselli* / 2017