Cronicas e reflexões

CONEXÃO SEM LIMITES

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Publicado por Cronicas/poesias/reflexões em Sexta-feira, 1 de março de 2019

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

SOS VIRTUAL


Precisei chamar meu filho para ajudar. Meu conhecimento sobre o corpo e a estrutura de um computador é nulo. Não entendo absolutamente nada de arquivos,virus,limpeza,back up etc...Ou seja : só sei copiar e colar fotos e escrever textos. Ocorre que ultimamente tem aparecido umas coisas esquisitas na minha telinha...Um hominho de lata,branco, falando que precisa limpar. Um tal de Norton que não dei quem é nunca vi mais gordo e fica toda hora dizendo que precisa limpar. Acabei clicando onde não devia e e a coisa piorou. As mensagens que apareciam na tela,eram para mim enigmáticas : caixa cheia,disco full,memória saturada...
Entrei em pânico.
Meu filho chegou no quarto disposto a me dar uma aula flash de informática,mas quando viu minha expressão de desamparo e desinformação se compadeceu. Acabou ficando duas horas sentado na minha escrivaninha tentando arrumar a bagunça : reorganizar arquivos,apagar inutilidades,deletar informações desnecessárias etc... Quando levantou,deixou bem claro que meu computador estava saturado,bichado,dengado,cheio de arquivos mortos e zicado. Zicado ? perguntei...
- É mãe. Mas não é o zicavírus do mosquito,é o zica virtual.Sacou ?
-Saquei. Bom...qualquer coisa eu taco spray de veneno.Microencefalia no meu computador não !

                                                                                                          PenhaBoselli*           Maat /2015
          

domingo, 14 de fevereiro de 2016

BURACOS NEGROS

Quem disse que buraco negro não tem sexo ? Claro que tem !
Nós somos filhos de uma paixão avassaladora entre dois incomensuráveis buracos negros,que em princípio,namoraram...ops...digo,orbitaram zilhões de tempo um ao redor do outro,até que se juntaram numa implosão / explosão que emitiu energia para os quatro cantos do universo e...e...ói nóis aqui na terra.
Somos filhos de dois buracões que vivenciaram uma paixão tempestiva e auto destruidora,emitindo ondas de energia eletromagnética que chegam até nós,passam por nós ( filhos perdidos no espaço ) e ainda nos brindam com
um som único porém inaudível para ouvidos humanos. Os misticos espiritualista chamam esse som de "música das esferas ".
Espero que "papai e mamãe " esqueçam de nós e não resolvam vir nos buscar,nem a nós,nem aos sistemas estelares e galáxias vizinhas.
Prefiro ficar órfão.Agora...se os progenitores quiserem dar uma passadinha em Brasília...
       
                                  
         
PenhaBoselli* /  Maat / 2015

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

BANANA NA JANELA



Em uma certa manhã,resolvi colocar pedaços de bananas na janela do meu quarto.Foi um sucesso.
Em frente ao meu quarto tem grandes arvores,verdes e frondosas que abrigam muitos passarinhos.Sabias,bem te vis,e azuizinhos,vinham repetidamente bicar a fruta,até a banana acabar.Durante algum tempo eu os alimentei e foi tudo bem.
Embora assustados com a minha presença no computador,comiam a banana do mesmo jeito e lambiam os bicos. De vez enquanto um ou outro arriscava um voo nos limites do quarto.Aconteceu que um dia ( de repente ) eles pararam de procurar a banana,e eu então,algumas horas depois, recolhia os pedaços da fruta,porque ficavam cheios de formigas.Sem entender o que estava acontecendo,depois de uma semana recolhendo a banana cheia de formiga,desisti de alimentar os bichinhos.Meu filho esclareceu o mistério.
- Mãe…eles pararam de comer a banana,justamente porque as formigas avançaram território e se apossaram da fruta. Não é que as formigas vieram porque eles não estavam comendo a banana.É o contrário…Eles não estavam mais comendo a banana,porque a formigas vieram.De fato. As formiguentas tinham até trilha para chegar na banana. E foi o que espantou os passarinhos.Desisti da idéia e nunca mais coloquei banana na janela. Eu é que não vou alimentar formiga nenhuma. Vai formigar em outro lugar.
                                
                                        PenhaBoselli* Maat / 2015