Cronicas e reflexões

CONEXÃO SEM LIMITES

http://www.penhacronicasboselli.com/

Publicado por Cronicas/poesias/reflexões em Sexta-feira, 1 de março de 2019

sábado, 2 de setembro de 2017

LIMPEZA IMPOSTA

             


 ...a casa inundou ... 

Cheguei da rua e vi água pra tudo quanto é lado : cozinha,lavanderia,corredor do predio,tapetes encharcados e água quase chegando no piso da sala.O apartamento praticamente alagado. Um horror... Joguei as compras do mercado na mesa e fui ver o motivo da inundação. A mangueira da máquina de lavar roupa havia escapado da parede e estava soltando toda a água no chão. Misericordia...era o próprio dilúvio dentro de casa.Fechei a torneira,enfiei a mangueira dentro do tanque e corri pegar rodo,panos e tudo que pudesse me ajudar a puxar a água antes que ela escorresse pelo poço do elevador ou adentrasse o piso da sala. Tragédia grega é pouco,mas não entrei em pânico. Lembrei-me do conselho dos Mestres "é preciso saber lidar com sabedoria as pequenas intempéries domesticas,para lidar com as planetárias " Pacientemente comecei puxar a água,secar tapetes,tirar baldes e bacias do chão.Mas então algo me veio á cabeça: se a limpeza era necessária e estava sendo imposta dessa maneira (água limpa,cura,purifica ) por que não fazê-la de maneira completa ? Corri no armário e peguei um saco de sal rosa do Himalaia ( dizem que na verdade é do Paquistão ) abri e joguei no chão encharcado da cozinha ( embaixo dos armarios,fogão geladeira,mesa e escambau ) Aguardei alguns minutos até que o sal derretesse e só então comecei a puxar definitivamente a água e secar com panos. Misericórdia...não acabava nunca ! Parecia que as cataratas do Niágara estavam dentro da cozinha. Lá pras tantas,consegui olhar para o chão e ver que estava seco.As costas doendo né,claro ! Depois que tudo ficou limpo,seco e purificado,fui colocar a mangueira da máquina na parede de tal modo que NUNCA mais sáia do lugar. 
Te contá viu ! Só por Deus !

                                                                  Maria da Penha Boselli* / 2017